Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

Da luz

Das noites

Quando pela noite chegas dissolvem-se as trevas
e eu partir não quero, porque esta é a noite
que ilumina o dia, canto do silêncio, eco subtil
no discurso do mundo. Quando pela noite chegas
é meu o teu amor, e a morte tarde doce como mel.

Ana Marques Gastão

publicado por Clara Umbra às 23:50
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2016

Pode ser bom dar uma volta à sua vida!

Dylan Martinez : Reuters.jpeg

Em letrinhas pequeninas: se tentar fazer isto sozinho, em casa, avise um amigo próximo.

publicado por Clara Umbra às 22:06
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É bom procurar ver a vida de um novo ângulo

https-::www.publico.pt:desporto:noticia:sanne-weve

Em letrinhas pequeninas: não tente fazer isto em casa.

publicado por Clara Umbra às 22:03
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

Tão bonito isto - tudo perfeito!

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Foto de Ivan Alvarado / Reuters

publicado por Clara Umbra às 17:47
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Domingo, 14 de Agosto de 2016

Em segredo

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Kar Wai Wong (In the mood for love, 2000)

Segredo

Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça

nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa

Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço

Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar

nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar

Maria Teresa Horta

publicado por Clara Umbra às 23:50
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

Do amor impuro

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Foto Clara Umbra

 

O Amor, Meu Amor

Nosso amor é impuro 
como impura é a luz e a água 
e tudo quanto nasce 
e vive além do tempo. 

Minhas pernas são água, 
as tuas são luz 
e dão a volta ao universo 
quando se enlaçam 
até se tornarem deserto e escuro. 
E eu sofro de te abraçar 
depois de te abraçar para não sofrer. 

E toco-te 
para deixares de ter corpo 
e o meu corpo nasce 
quando se extingue no teu. 

E respiro em ti 
para me sufocar 
e espreito em tua claridade 
para me cegar, 
meu Sol vertido em Lua, 
minha noite alvorecida. 

Meus lábios mordem, 
meus dentes beijam, 
minha pele te veste 
e ficas ainda mais despida. 

Pudesse eu ser tu 
E em tua saudade ser a minha própria espera. 

Mas eu deito-me em teu leito 
Quando apenas queria dormir em ti. 

E sonho-te 
Quando ansiava ser um sonho teu. 

E levito, voo de semente, 
para em mim mesmo te plantar 
menos que flor: simples perfume, 
lembrança de pétala sem chão onde tombar. 

Teus olhos inundando os meus 
e a minha vida, já sem leito, 
vai galgando margens 
até tudo ser mar. 
Esse mar que só há depois do mar.

Mia Couto

publicado por Clara Umbra às 00:00
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Domingo, 7 de Agosto de 2016

O que tentam dizer as árvores

2016-08-06 05.43.22 2.jpg

Foto Clara Umbra

 

O que tentam dizer as árvores
No seu silêncio lento e nos seus vagos rumores, 
o sentido que têm no lugar onde estão,
a reverência, a ressonância, a transparência, 
e os acentos claros e sombrios de uma frase aérea.
E as sombras e as folhas são a inocência de uma ideia
que entre a água e o espaço se tornou uma leve
integridade. 
Sob o mágico sopro da luz são barcos transparentes. 
Não sei se é o ar se é o sangue que brota dos seus 
ramos.
Ouço a espuma finíssima das suas gargantas verdes.
Não estou, nunca estarei longe desta água pura
e destas lâmpadas antigas de obscuras ilhas.
Que pura serenidade da memória, que horizontes
em torno do poço silencioso! É um canto num sono
e o vento e a luz são o hálito de uma criança
que sobre um ramo de árvore abraça o mundo.

António Ramos Rosa, "Cada árvore é um ser para ser em nós".

publicado por Clara Umbra às 17:08
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Sábado, 6 de Agosto de 2016

Song to whoever you want it to be

 

publicado por Clara Umbra às 17:52
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Este é um blogue de ficção. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Ou fruto da imaginação do(a) leitor(a) - o que é bom.

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